Crise política na Argentina se aprofunda com acusações e perda de confiança no governo Milei

A cena política argentina atravessa um período de extrema turbulência, com o governo de Javier Milei enfrentando uma crise de confiança e acusações que abalam suas estruturas. Em uma entrevista contundente ao La Política Online, o senador José Mayans afirmou que \"Milei está terminado, perdeu a confiança da gente\". Segundo Mayans, o presidente teria se voltado contra sua vice-presidente por ela ter mais popularidade, em uma manobra orquestrada por sua irmã, Karina Milei, para neutralizar qualquer ameaça à sua reeleição. \"Agora não vai ser reeleito ninguém\", sentenciou o senador, pintando um quadro de isolamento e desarticulação no topo do poder. A instabilidade é agravada por denúncias de corrupção. O deputado Ansaloni procurou o presidente para alertar sobre um suposto esquema de propinas envolvendo a obra social do sindicato UATRE, com valores que poderiam chegar a \"5 mil milhões por mês\". No entanto, assim como em outros casos, a denúncia não teria resultado em uma ação efetiva por parte do governo. Para completar o cenário de crise, a Rosada denunciou o que chamou de \"uma operação de inteligência ilegal\", pedindo que a mídia não divulgue áudios da irmã do presidente, o que aumenta a percepção de um governo acuado e reativo. A crise não é apenas política, mas também econômica e social. As reservas internacionais caíram 900 milhões de dólares, reflexo da relutância de bancos estrangeiros em se exporem ao risco do país. O setor pesqueiro, vital para a economia de cidades como Mar del Plata, enfrenta um colapso, com a produção despencando 83% e um dos maiores frigoríficos da região anunciando o fechamento após dever três meses de salários. A combinação de intrigas palacianas, denúncias de corrupção, desconfiança do mercado e uma grave crise social coloca o governo Milei em uma posição extremamente delicada, onde a governabilidade e a capacidade de entregar resultados são questionadas por múltiplos setores da sociedade argentina.

Fonte original: https://www.lapoliticaonline.com/

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